Especialistas concordam que é papel do ensino fundamental e médio - e não
apenas da universidade - cooperar de alguma forma no processo de formação dos
futuros profissionais. Isso não implica ensinar jovens estudantes a mexer com
planilhas de cálculos ou a empreender um novo negócio. Requer, sim, dar-lhes
recursos para lidar com a realidade e a competição, por exemplo - que um dia
virá. Então, a dúvida que permanece é: nossas escolas de fato cumprem essa
tarefa?
Carlos Alberto Ramos, professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), aponta falhas nessa missão. Ele identifica um abismo na transição entre o sistema escolar e o mercado de trabalho. "Nosso modelo educacional é muito segmentado, e os conhecimentos de línguas e matemática, por exemplo, são muito diferentes dos valores compreendidos durante a vida profissional", defende.
O despreparo dos jovens, portanto, é patente. "Desde cedo, é preciso ensinar as crianças a pensar e a se adequar a novas realidades", diz Ramos. "Elas contam, inclusive, com uma vantagem para isso: são mais flexíveis a mudanças e estão sempre abertas a novas tecnologias". Infelizmente, conclui o especialista, não é isso o que acontece nas escolas.
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